Ramos-Horta abençoado em cerimónia ritual

José Ramos-Horta deixou ontem Díli rumo a Bissau, onde deverá chegar ao início da madrugada de dia 13, para chefiar o Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) como representante do secretário-geral das Nações Unidas.

Dezenas de pessoas reuniram-se no aeroporto de Díli para se despedirem de José Ramos-Horta, que, depois de autorizado numa cerimónia ritual, viajou para a Guiné-Bissau para assumir funções como representante especial da ONU naquele país.

Família, amigos, estudantes da Universidade Nacional de Timor-Leste e curiosos quiseram participar na despedida do Prémio Nobel da Paz e antigo chefe de Estado de Timor-Leste, que também contou com a presença do Presidente timorense, Taur Matan Ruak.

A despedida incluiu uma cerimónia tradicional timorense, que teve como principal objetivo “autorizar” a deslocação do Prémio Nobel da Paz para a Guiné-Bissau, mas também dar-lhe a força e o empenho que vai precisar para que a sua missão naquele país da África Ocidental chegue a bom porto.

“É uma cerimónia simples, cultural, que reflete o espírito, a terra e das gentes que acompanham sua excelência o representante especial da Nações Unidas, Ramos-Horta, à Guiné”, explicou José Turquel, um dos organizadores da cerimónia.

Segundo José Turquel, a ideia é levar o espírito de Timor-Leste irmão da Guiné-Bissau aos guineenses e que juntos transformem a missão num sucesso.

“Timor-Leste tem um espírito da terra, da gente e da cultura, que vai acompanhar este ilustre filho de Timor à Guiné-Bissau”, acrescentou. Antes de abençoado e autorizado pelos mais velhos a partir para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta deixou uma mensagem de confiança a todos os timorenses.

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