Um estádio cheio, completamente lotados os 15 mil lugares e vários outros milhares de pessoas nas imediações do Nacional 24 de setembro. Um ambiente de festa. Três dezenas de chefes de estado, quase todos os da África ocidental,representantes de organizações internacionais, ministros de vários países, entre os quais Rui Machete. O chefe da diplomacia portuguesa, esteve apenas cinco horas em Bissau para representar o estado português e vincar o reatamento das relações normais entre Portugal e a Guiné-Bissau.

Numa tenda gigante montada no relvado pelo Protocolo de Estado, o novo Presidente da República, fez um discurso com apelos aos consensos e à reconciliação.

Disse que manterá um diálogo permanente com as chefias militares, as mesmas que lideraram o golpe de estado de há dois anos e que isolou a Guiné-Bissau, submetendo-a pesadas sanções internacionais.

José Mário Vaz, Jomav, como é conhecido, virou o seu discurso para a emergência nacional da Guiné-Bissau, a fotografia 2realidade económica e financeira. Avisou que os problemas só agora começam, prometendo um combate sério contra uma das maiores chagas da sociedade guineenses e que prejudicam o seu desenvolvimento: a corrupção e a impunidade a ela associada.

Disse que sem o empenho de toda a sociedade, não será possível fazer as reformas há muito adiadas.

E sem essas reformas, a Guine Bissau não poderá contar com o apoio da comunidade internacional, que está agora a proceder à suspensão das sanções. Os países amigos como Portugal, Timor-Leste, mereceram referências destacadas no discurso de posse, e um agradecimento e reconhecimento a Ramos-Horta.

O Representante Especial do Secretário-geral da ONU, não esteve presente, uma vez que se encontra em Nova Iorque, junto do Conselho de Segurança para mobilizar apoios, designadamente, financeiros de emergência para os próximos seis meses de governação da guine Bissau.

A ONU esteve representada por Gona Fofang, coordenador do Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau.